segunda-feira, 22 de setembro de 2014

É muito comum vermos as pessoas fazerem suas escolhas sem pensar nas consequências que elas trarão. Para muitos, e talvez para nós mesmos, o que vale na hora da escolha é o prazer imediato e a vantagem que se obterá. A preocupação com as consequências e implicações é mínima ou, até mesmo, inexistente. Esse imediatismo, infelizmente, tem afetado muitas pessoas e não são poucos os crentes que seguem por esse caminho. O resultado são inúmeros conflitos e dramas familiares.
A história de Davi e de seu adultério com Bate-Seba, serve para demonstrar que na vida não podemos fazer nossas escolhas de modo inconsequente. Todas as escolhas que fizermos trarão consequências, que podem ser boas ou ruins. Elas nos aproximarão ou nos afastarão de Deus.
Hoje veremos como escolhas erradas resultam em consequências trágicas e como devemos reagir quando isso acontecer conosco, dado o nosso pecado.
I. A FALTA DE VIGILÂNCIA ESPIRITUAL
As escolhas erradas de Davi e Bate-Seba foram derivadas de atitudes espirituais apáticas, as quais denunciam a falta de vigilância. Embora o texto bíblico enfatize o pecado de Davi, não podemos deixar passar de modo despercebido a conivência de Bate-Seba com os fatos. Diante de tudo, não há o registro de qualquer protesto contra aquela situação, nem mesmo um mínimo indício de reprovação ou desconforto. Por isso, consideramos que a sua participação também foi decisiva para a prática do pecado.
Para entender o que ocorreu com Davi e como um “homem segundo o coração” de Deus (1Sm 13.14; At 13.22) pôde trazer ruína para a sua vida e família, precisamos entender o que estava acontecendo com ele, e em que circunstâncias sua escolha ocorreu.
Em 2 Samuel 11.1, temos o contexto em que Davi comete adultério com Bate-Seba: “…no tempo em que os reis costumam sair para a guerra [...] Davi ficou em Jerusalém”. Tais palavras parecem uma crítica a atitude de Davi e apontam para as circunstâncias em que pecou. Ao que parece, Davi negligenciou as suas obrigações como rei de Israel. Ele deveria ter acompanhado seu exército, mas preferiu ficar em sua casa na ociosidade, a descansar e passear, enquanto seus homens estavam em batalha (veja o verso 2 e compare-o com os versos 1 e 11).
A escolha de Davi foi determinada por sua atitude de negligenciar seus deveres como servo de Deus, visto que a posição que ocupava fora estabelecida pelo próprio Deus. O Senhor o havia ungido como rei para governar e estar à frente de Israel.
Conforme 2Samuel 11.2, em sua ociosidade e negligência, Davi ao olhar pelo terraço de sua casa avistou uma mulher, que era mui formosa, tomando banho. A narrativa dos fatos dá entender que Davi agiu de forma descuidada. Estava onde não deveria estar e olhou o que não podia olhar e cobiçou o que não era seu. Talvez, as grandes conquistas de Davi (narradas no livro de 2Samuel, principalmente nos capítulos 8 a 12), a posição de segurança e o conforto que havia alcançado, tivessem “subido à sua cabeça”, e nesse momento o orgulho tomado conta de seu coração, a ponto de “baixar a guarda” espiritual de seu coração, ou seja, ele havia deixado de vigiar e esquecido que a carne é fraca (Mt 26.41; 1Co 10.12).
A história do adultério de Davi nos ensina como é necessário cuidarmos de nossa vida espiritual, mantendo constante vigilância, para não fazermos escolhas erradas. Davi subestimou a sua natureza pecaminosa, esquecendo-se de que ainda era um pecador e precisava vigiar sempre. Se tivesse agido diferente, não teria tomado a decisão de olhar pelo terraço e mandar buscar para si a mulher que não era sua esposa.
Ainda hoje, muitos caem em tentações, como Davi caiu, por subestimarem os perigos espirituais. Quantos são aqueles que fazem escolhas erradas, escolhendo o adultério, a fornicação, simplesmente porque olharam “pelo terraço”, acessaram aquela página na internet com imagens impróprias, que não deveriam acessar, cederam à tentação de dar uma olhadinha apenas, e isto desencadeou outras atitudes e escolhas que resultaram em ruína.
O que Jesus ensina em Mateus 5.27-32 deve ser levado em conta, para não fazermos escolhas semelhantes as escolhas de Davi. Vigiemos para não cairmos em tentação, fazendo escolhas que nos conduzam à ruína.
II. ESCOLHAS ERRADAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS
A decisão de Davi, após olhar para Bate-Seba, de mandar buscá-la e deitar-se com ela, cometendo adultério, desencadeou em outras escolhas erradas, na tentativa de esconder seu pecado. Tudo isso, inevitavelmente, resultou em terríveis consequências não só para eles, mas também, para suas respectivas famílias.
Após ter-se deitado com Davi, Bate-Seba achou-se grávida (2Sm 11.4-5). E quando informado disso, na tentativa de esconder o que havia feito, Davi mandou buscar Urias, esposo de Bate-Seba, sugerindo-lhe que retornasse para sua casa. O intenção de Davi, friamente calculada, era que Urias se deitasse com sua esposa (11.6-8), pois, uma vez que tivesse contato íntimo com Bate-Seba, provavelmente consideraria que o filho que ela estava gerando fosse seu – assim, tudo estaria resolvido e Davi e Bate-Seba teriam encoberto sua transgressão.
Urias, no entanto, não aceitou ir para casa, deitando-se à porta da casa real. Ele se sentia mal diante daquele “privilégio”, pois sabia que seus companheiros estavam no desconforto da batalha. Ele julgava-se no dever de voltar para ajudá-los. Isto levou o rei Davi a tomar outra escolha errada. Por meio do próprio Urias, ele encaminhou uma carta a seu oficial Joabe, para que o colocasse no local da batalha onde a peleja estivesse mais difícil, para que então fosse ferido e morresse. E foi o que aconteceu. Urias foi morto e Davi tomou Bate-Seba para ser sua mulher. Para Davi parecia que tudo estava resolvido.
Na vida as escolhas erradas que fazemos, sempre terão suas consequências. O que sucedeu com Davi e Bate-Seba é demonstração disto. Aprendemos na Bíblia que aquilo que semearmos isso ceifaremos (Gl 6.7). “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gl 6.8). Davi e Bate-Seba semearam corrupção e tiveram que colher as consequências de seus atos. Isto porque de Deus não se zomba (Gl 6.7). Os homens podiam ignorar o que Davi e Bate-Seba fizeram, mas Deus que sonda os corações e conhece todas as coisas, sabia o que eles haviam feito (Sl 139). Nada ficou encoberto aos olhos do Senhor, que no tempo próprio enviou até Davi o profeta Natã, para repreendê-lo (2Sm 12.1-15).
Nas palavras do Senhor por intermédio do profeta Natã, as ações pecaminosas de Davi e as suas escolhas erradas, teriam consequências que afetariam tanto ele como a Bate-Seba e a sua família, por um longo período da vida deles. Situações surgiriam como resultado do pecado deles, mas também como manifestação do juízo de Deus por causa de suas transgressões. Davi demonstrou-se arrependimento pelo que fez, foi perdoado (2Sm 12.13), mas ainda assim teve de enfrentar as consequências das suas escolhas.
Primeiro, foi a morte do filho que Bate-Seba estava gerando: “o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera à luz a Davi; e a criança adoeceu gravemente” e “ao sétimo dia morreu a criança” (2Sm 12.15,18).
Depois, surgiram outras consequências. O Senhor por intermédio do profeta Natã, profetizou que a espada jamais se afastaria da casa de Davi. Assim como Urias foi morto de forma violenta, assim também a violência não se apartaria da casa de Davi. Então, tempos depois, seu filho Absalão, assassinaria seu próprio irmão Amnom, como vingança, por ter este estuprado a irmã deles, Tamar (2Sm 13.1-36). Isso fez com que Joabe matasse Absalão (2Sm 18.14-15).
Mas estas não foram as únicas e trágicas consequências. Conforme as palavras do Senhor, da própria casa de Davi, seria levantado alguém que tomaria suas mulheres e se deitaria com elas à vista de todos (2Sm 12.11-12). Aquilo que o rei havia feito as escondidas, agora seria realizado as claras. Isso começou a se cumprir quando Absalão pôs fim a sua fuga, depois de matar seu irmão Amnom, retornando para sua casa. Ele se revoltou contra seu pai Davi, que teve de fugir por causa de sua conspiração, incitando o povo contra o rei. Então, Absalão deitou-se com as concubinas de Davi (2Sm 16.20-23). Davi enfrentou em tal situação grande angústia (Sl 3) visto que, era perseguido por seu próprio filho, que cessou de persegui-lo, somente depois que foi morto por Joabe, oficial do exército de Davi. Somente com a morte de seu filho, Davi teve seu reino restituído e pôde voltar para sua casa (2Sm 19.11-15).
A história de Davi e Bate-Seba, de suas escolhas erradas e consequências trágicas, permanece por todos os tempos, como um alerta para todo crente na hora de fazer suas escolhas. Para todas escolhas erradas existe um preço a ser pago. Dependendo das escolhas erradas que fizermos, o preço poderá ser alto demais, como foi o preço pago por Davi e Bate-Seba. Portanto, sabendo que não podemos ser inconsequentes em nossas escolhas, procuremos fazer escolhas acertadas, sempre fundamentadas na Palavra de Deus.
III. A BÊNÇÃO DO PERDÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS
A despeito dos pecados cometidos principalmente por Davi, e também por Bate-Seba, Deus os perdoou. O perdão foi declarado logo depois de Davi reconhecer sua culpa: “…disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. Disse Natã a Davi: Também o SENHOR te perdoou o teu pecado; não morrerás” (2Sm 12.13). Já foi demonstrado que Davi colheu consequências por causa de suas culpas. Isto quer dizer que receber perdão divino não implica na anulação das consequências das suas escolhas.
No salmo 51, escrito por Davi quando o profeta Natã foi ter com ele, depois de haver ele possuído Bate-Seba, encontramos a confissão do rei de forma bastante detalhada, na qual reconhece suas culpas. Davi demonstra nesse salmo a certeza que tem de que Deus pôde perdoá-lo e restaurar sua vida, restituindo-lhe a alegria da salvação (Sl 51.12).
Se por um lado, a história de Davi serve como alerta de como podemos cair em tremenda transgressão e ruína espiritual, por outro, por maior que seja a nossa culpa, mesmo que seja na proporção da culpa de Davi, ou até maior, aprendemos sobre a grandeza da ação misericordiosa de Deus. Na descrição do perdão divino concedido a Davi, podemos entender a profundidade das palavras do profeta Jeremias: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22-23).
Por maior que seja a culpa de alguém, não é suficiente grande em comparação a grandeza do amor e misericórdia de Deus, que são manifestados em Cristo Jesus, mediante o seu sacrifício na cruz (Rm 5.1-11). Paulo diz que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). Por maior que fosse a culpa e os pecados de Davi, a graça do Senhor era muito maior, sendo poderosa para perdoá-lo e superar sua culpa.
O perdão de pecados está disponível a todos que arrependidos confessarem os seus  pecados a Deus (1Jo 1.9). As Escrituras nos levam à certeza de que todas as vezes que confessarmos os nossos pecados, Deus em sua fidelidade e justiça, satisfeitas inteiramente em Cristo, nos perdoará. Davi foi perdoado imediatamente após ter reconhecido sua culpa (2Sm 12.13).
É preciso, também, entender que a certeza do perdão de Deus não deve servir como licença para pecar (Rm 6.1-14). Ela serve de conforto e amparo para que, quando pecarmos, podermos recorrer a nosso Advogado e lhe suplicar auxílio e perdão (1Jo 2.1-2). Temos de nos esforçar para não fazermos   escolhas erradas, que nos levem ao pecado. Mas se pecarmos, temos a certeza confortadora do perdão.
Além da bênção do perdão, Davi e Bate-Seba foram abençoados com um filho. Assim nasceu Salomão. Com esse nascimento seus pais foram consolados pela perda do primeiro filho. A essa criança o profeta Natã havia dado o nome de Jedidias, que significa literalmente “Amado do Senhor”. Este seria também alguém usado por Deus em seu serviço, pois se tornaria rei em lugar de seu pai e seria o responsável pela construção do templo de Jerusalém (2Cr 3.1-2). Salomão se destacou por sua grande sabedoria (2 Cr 1.7-13).
O nascimento de Salomão é a demonstração de que Deus está sempre pronto a abençoar seus servos, a despeito de não merecerem nada de suas mãos. Podemos perceber como a graça de Deus supera nossos pecados e deméritos. Davi havia se arrependido, recebido o perdão e agora tinha a oportunidade, juntamente com Bate-Seba, de ser instrumento das bênçãos de Deus e alvo de sua graça.
O fato mais significativo relacionado ao nascimento de Salomão está em que dele descenderia Cristo Jesus. Isto é destacado por Mateus na genealogia que apresenta de Jesus: “Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias” (Mt 1.6). Nota-se que Mateus, inspirado pelo Espírito Santo ao escrever sobre a genealogia de Cristo, não deixou de lembrar que Salomão era filho de Davi com a mulher que fora esposa de Urias. Apesar do pecado de Davi e Bate-Seba, a graça do Senhor tornou possível, por meio deles, o nascimento daquele de quem descenderia o Messias.
Por meio desses fatos, que demonstram a bênção de Deus sobre Davi e Bate-Seba, somos encorajados e confortados, pois verificamos que os pecados perdoados do passado não podem interferir ou impedir que sejamos abençoados por Deus. Deus não mais se lembra das transgressões passadas praticadas por nós e perdoadas em Cristo. Assim não deixa de derramar sobre nós suas bênçãos.
A história de Davi e Bate-Seba, demonstra que na vida cada escolha feita de forma errada resultará em consequências desastrosas. Vimos que a escolha de Davi foi determinada por seu descuido espiritual. No entanto, apesar do grande pecado cometido por ele e Bate-Seba, dos desdobramentos de suas escolhas e das trágicas consequências, Deus demonstrou sua graça e amor, restaurando-os, perdoando-os e ainda mais, concedendo a eles a oportunidade de terem outro filho, de quem descenderia o Messias, o Salvador Jesus
Escrito por Pedro Salinet Junior 0 comentários
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sábado, 20 de setembro de 2014

"E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo. ¶ Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego, diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava?"
João 9:1-8




1- Qual é seu tipo de dificuldade?

Ao aceitamos Jesus em nossas vidas como único Senhor e Salvador muitas vezes pensamos que a nossa realidade diária iria mudar de um instante para o outro, que todos os nossos problemas iriam simplesmente desaparecer. Logico que quando deixamos Jesus entrar em nossas vidas a realizada não muda, porém a forma como analisamos as situações diárias se altera, por exemplo, uma mentira que antes poderia ser comum, com Jesus se torna um pecado a ser superado. E nesse ponto que quero entrar, como tem sido a sua visão com relação às dificuldades? Antes disso vamos diferenciar em dois tipos diferentes de dificuldade.
A primeira é a DIFICULDADE PASSAGEIRA, é aquele problema que você sabe que no futuro irá se resolver, como uma crise financeira, ou dificuldade na faculdade, uma crise familiar, são as dificuldades que você consegue resolver, e sabe que há uma solução para eles em um prazo de tempo.
E a segunda dificuldade que podemos classificar é a DIFICULDADE FIXA, aquela que você não tem escolha, que independentemente do que você faça irá permanecer em sua vida, como era o caso do cego de nascença, esse era um problema que ele acreditava que iria permanecer pela vida inteira, pois era fixo, não havia forma de modificar essa situação, até o momento em que ele se encontra Jesus.

2- Qual é a fonte de sua dificuldade?

Uma das perguntas mais interessantes do texto de João 9 é a seguinte: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” Era cultural da época de Jesus acreditar que se algum mal estava caindo sobre a vida de uma pessoa em função de dela ou da sua família estar vivendo em pecado, o que nem sempre é verdade. Neste ponto quero entrar em uma analise ainda profundo sobre a dificuldade, qual é a origem de sua dificuldade?

Neste ponto quero destacar 3 tipo de origem de dificuldades que enfrentamos:
  • As criadas por mim mesmo: são aquelas dificuldades gerados por nós mesmo, ou consequências de algum ato. Por exemplo, quando gastamos mais que ganhamos estamos gerando uma crise financeira. Ou como foi o caso de Jacó, que ao enganar seu irmão teve que fugir de sua família, conforme Gênesis 27 em diante. Ou seja, grandes das nossas dificuldades são consequência de nossas próprias atitudes.
  • As incontroláveis: as dificuldades incontroláveis são aquelas que independente de nossas ações ou atitudes aparecem em nossas vidas, como a doença do cego do texto que acabamos de ler, era uma dificuldade que ia além das capacidades, e não foi gerada em função das atitudes dele. 
  • As criadas por quem eu sou: "Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.”(Mateus 5.11) São dificuldades que aparecem em função do sermos discípulos de Jesus, é quando sofremos perseguição, ou somos caluniado por sermos iguais a Jesus, pois como Ele disse:”Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”(.João 16:33)


3 – O que você tem feito com as suas dificuldades?

Agora que sabemos os tipos de dificuldade que temos e suas origens, a pergunta que resta fazer é: o que temos feito com essas dificuldades? Qual tem sido as nossas atitudes diante dos problemas diários? 
Quando vemos o cego de nascença mendigando do texto lido, podemos ver que uma das opções que podemos possuir é simplesmente se conformar com os problemas e começar reclamar, murmurar ou pior usar as dificuldades como justificativa para pecado. 
Porém o cego ao ter um encontro com Jesus, teve a chance de mudar essa situação, aquele problema se tornou em manifestação da Glória de Deus. A questão é que, diversas vezes, esquecemos de Jesus e começamos a conviver com os problemas, e não aprendemos a crescer com eles, simplesmente usamos eles como justificativa para as nossos pecados. Em 1 Coríntios 10:13 está escrito: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” Logo, em toda a dificuldade que estamos passando ou iremos passar sempre podemos aprender mais sobre DEUS e sobre seu grande amor. Assim como Jacó, que mudou seu nome para Israel e enfrentou o seu passado, ou como Estevam que ao ser perseguido por amor a Jesus, que em meio a sua morte pode ver ao Senhor.


"Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele. E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo.E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu."
Atos 7:55-60 

O que você tem feito com as suas dificuldades?  Pense nisso, pois ela poder a oportunidade de você ser usado pelo Senhor para manifestar a Glória de Deus na Terra, entregue seus problemas na Cruz e confie no Senhor e aprenda a amadurecer com suas dificuldades.

Wellington Dias de Paula
God Bless You

Escrito por Wellingon 0 comentários
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014


Esses dias ouvi uma pessoa dizer o seguinte: “Eu sou servo de Deus.” , na verdade sempre ouço, mas desta vez eu fiquei pensando... O que é ser servo de Deus? Será que EU sou? Como eu posso servir a Deus? Certamente não é indo à igreja aos domingos, certamente não é virando “crente”. Com certeza também não é andando com uma bíblia debaixo do braço e com a cara fechada, se sentindo superior. Então o que é?
Ser servo de Deus é servir ao próximo, é fazer de tudo por ele, porque o Senhor irá amar quando eu fizer isso.
Ser servo de Deus é não ter mais domínio sobre a minha vida porque ela não me pertence, tem Dono.
Ser servo é diminuir, ser servo é trabalhar.
Ser servo é fazer tudo o que Senhor manda. Ser servo é fazer até o que Ele não manda... fazer simplesmente porque sei que é o que Ele deseja que eu faça.
Ser servo de Deus é trabalhar incansavelmente para trazer para perto todos aqueles que estão longe do Senhor, porque é isso que está no coração do Pai.
Ser servo é fazer tudo isso por amor, é fazer simplesmente para receber uma única recompensa: O sorriso do Senhor.

Vejo que ainda falta muita coisa, mas meu desejo é dia após dia servi-lO e então enfim poder dizer: “Sim.. eu sou uma serva do Senhor.”



No amor de Cristo,





Escrito por Fernanda Ventura 0 comentários
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014



Dias atrás, eu passei por uma bateria de exames laboratoriais por orientação da empresa onde trabalho. Denominado exame periódico, passamos por esse procedimento todos os anos para que a empresa saiba como está nossa saúde para desempenhar a função (pelo menos a parte em você que importa para a empresa hehehe) Passei o dia refletindo sobre essse procedimento e me perguntei se nossa relação com Deus também passa por algum tipo de exame. 

Durante a observação, notei alguns pontos em comum, mas o que mais me chama a atenção é o fato da empresa não aceitar simplesmente chegarmos com os resultados dos exames. Ela exige que os exames sejam feitos em um local específico,  com profissionais de sua confiança para que os parâmetros dos exames tenham um padrão e os mesmos não sejam alterados.

Acredito que se passássemos nosso relacionamento com Deus por uma avaliação periódica, daríamos mais importância à sua manutenção, daríamos mais atenção ao seu desenvolvimento, dedicaríamos mais tempo para seu fortalecimento. 

Quando falo em "dedicar mais tempo" nada tem a ver com a quantidade de cultos consecutivos comparecemos, ou com a quantidade de compromissos assumimos na igreja, tampouco com o tanto que ensaiamos para alguma festividade. Tem muito mais a ver com o que o Espírito Santo pensa a respeito do nosso relacionamento. Quando julgamos como saudável nossa relação com Deus, baseado na quantidade de vezes que vamos à igreja, estamos impondo nosso parâmetro de avaliação. Seria como fraudar o resultado de um exame por conta do medo de ser considerado inapto.

A verdade é que o ser humano não suporta rejeição, e o falso conceito de ser aceito por Deus pelo mérito (conceito subjetivo que permeia os ensinamentos congregacionais desde muito tempo, e que induz a crença de que frequência nos cultos nos faz estar mais perto de Deus) nos afasta do verdadeiro parâmetro espiritual sadio, que é Cristo.

Entendo que o Espírito Santo (que é Deus habitando em nós) é a pessoa com os parâmetros mais confiáveis para nos dizer como anda nossa saúde espiritual. E quando falamos em investir mais tempo, falamos sobre mais tempo em oração, jejuar com maior frequência, ler e conhecer mais sobre a palavra de Deus, enfim, tentar realmente estar mais perto de Deus, abrindo o coração para que Ele possa provocar essa mudança em nós, de dentro para fora.

Tudo o que escrevo aqui, escrevo para mim também, portanto caminhemos juntos na direção do Pai!


Escrito por Fábio Cardoso 0 comentários
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014




             Olórin recebeu vários nomes: Mithrandir para os elfos, Tharkûn para os anões e Gandalf para os homens. Ele é um mago Istari da raça dos Maia, que são espíritos angelicais na mitologia de Tolkien. Foi um dos Istari enviados a Terra Média para aconselhar os homens e impedir que a escuridão retornasse ao mundo. O grande porém da vinda dos istaris estava no fato de que não poderiam ser vistos em todo o esplendor de sua forma, necessitando virem em forma humana até a Terra Média. Olórin foi um dos cinco istari enviados, mas foi o único que permaneceu fiel a sua missão até o final. Auxiliou a liga de anões que derrotou o último dos Grandes Dragões da Terra Média que poderia ser utilizado por Sauron na Guerra do Anel e foi decisivo na missão da Sociedade do Anel para a destruição do Um Anel.
                Em sua Batalha com o Balrog (um demônio remanescente da Primeira Era da Terra Média) acaba morrendo, mas é enviado de volta para concluir sua missão, mudando seu nome de Gandalf o Cinzento para Gandalf o Branco. Entre as muitas surpresas deste poderoso mago Maia, estava a sua fixação pelo povo mais frágil de todo o mundo: os Hobbits. Menores que os anões, sem habilidades especiais, Gandalf os amava muito e sempre dizia que eles tinham uma força interior que superaria a das outras raças maiores e mais fortes que eles. Após as jornadas do Hobbit e do Senhor dos Anéis, todos puderam saber que ele estava certo. Após a Guerra do Anel, retorna para Valori levando Bilbo e Frodo consigo, pois ficaram doentes por carregarem o Um Anel.
                Dentro da fé cristã, um dos elementos que Tolkien utilizou para escrever sua obra na década de trinta, também existe Alguém que foi enviado a Terra para aconselhar, ensinar e cuidar da humanidade. Que também morreu e ressuscitou para concluir Sua missão para restaurar o bem e eliminar o mal. Não pudemos ver todo o Seu esplendor, pois não suportaríamos, Ele veio a Terra na forma humana e como Gandalf, Ele também é apaixonado pela humanidade, mesmo sendo fraca, falha e não tendo nada que possa agradá-Lo. Mesmo assim, confia em nossa missão e nos apoia incondicionalmente.
                Seu nome é Jesus Cristo, e diferente de Olórin, Ele não é uma ficção. Ele está vivo e é o mesmo, ontem, hoje e sempre!

Referências Bíblicas:
Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos. Hebreus 2:9

Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. Hebreus 13:8

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.João 1:14

Pastor Eduardo Medeiros
Escrito por Eduardo Medeiros 0 comentários
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Visualize o lugar mais alto, o mais profundo, o de maior comprimento e o de maior largura que sua mente possa alcançar e entenda as dimensões do amor de Deus por nós. Nada podemos fazer para aumentar ou diminuir esse amor. Ao aceitarmos ser amados incondicionalmente, nos libertamos das amarras da religião, e a resposta a esse amor flui de nós em forma de desejo mais sincero de honrá-lo, a bíblia costuma chamar esse desejo de santidade...'
Escrito por Pedro Salinet Junior 0 comentários
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domingo, 14 de setembro de 2014




Antes mesmo que me chamem, eu os atenderei; antes mesmo 
de acabarem de falar, eu responderei.

Isaías 65:24

Dia a dia somos questionados sobre nossa fé…
Pode ser que seja na faculdade, na escola, no trabalho, na nossa família, no bate papo com os amigos nas nossas redes sociais...
 A questão é que quando não estamos firmados em Deus e debaixo da graça de dele as dúvidas vem e vemos nossa fé se enfraquecendo. 

Daí eu pergunto a você, como é que nós vamos contagiar as pessoas ao nosso redor com amor de Cristo, se nossa Fé está praticamente zero? 

Por isso que só o fato de irmos a igreja, de mantermos nossos “rituais” não é tudo.. Nossa fé precisa ser expressa no dia a dia, precisa fazer a diferença.. se não seremos só mais um.

De fato todos nós passamos momentos difíceis, não é sempre que agente está disposto 100%.  as vezes as circunstâncias da vida nos deixa desmotivados, Mas uma coisa e certa, não podemos nunca deixar morrer a nossa Fé.

É ótimo saber que tem alguém cuidando de nós a cada dia, a cada momento, independentemente da situação, mesmo sendo cristãos passamos por provações, dificuldades, mas temos a Certeza que existe um Deus que Cuida de Nós e está sempre ao nosso lado.


Não deixe sua FÉ morrer

Um Abraço do Amigo Herbert Amaral.

Escrito por HERBERT AMARAL POVOAS 0 comentários
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sábado, 13 de setembro de 2014

Bons tempos aqueles em que se dizia: "Como eu amo a tua lei. Penso nela o dia todo." Slm 119:97

Assim dizia o salmista que não se esquecia das leis de Deus. Os israelitas costumavam decorar a lei, isto é, os primeiros livros bíblicos que conhecemos como pentateuco, e recitá-la a fim de que aprendessem e pudessem cumpri-la.

Não é compreensível que hoje em dia os cristãos se acomodem em apenas aprender a Bíblia na Igreja, pelo que ouvem falar, no que dizem as músicas, sem consultar a fonte direta. É necessário ler a Bíblia!!

Ouvimos pessoas se dizendo cristãs, já ouvi até mesmo 'pastor' dizendo que nunca leu a Bíblia toda! É o mesmo que dizer ser matemático sem saber calcular! Você não pode dizer ser algo que não conhece, não poderá argumentar sobre sua fé, não conhecerá a história e o plano de Deus para o homem.

Muitas vezes ouvimos canções que citam versículos equivocadamente, que modificam o contexto e nos levam a interpretar erradamente a Palavra. Vemos também textos e mais textos na internet, com interpretações das mais criativas, mirabolantes e descomprometidas com a Verdade. Por isso, se você conhecê-la, não será enganado.

"Guardo a tua palavra no meu coração para eu não pecar contra ti" Slm 119:11

Não se deixe levar pelo que vê por aí, seja como a Igreja de Beréia que consultava a Bíblia para ver se o que estava sendo pregado tinha fundamento: "Todos os dias estudavam as Escrituras Sagradas para saber se o que Paulo dizia era mesmo verdade." Atos 17:11

Estude a Palavra, não se baseie apenas em suas emoções, 'gaste' tempo em aprender, seja racional, conheça a Deus pelo meio que ele se revelou à humanidade, isto é, Sua Palavra.

"...Pois se tenho a Cristo tenho a verdade, sim
No 'assim diz o Senhor' e não no 'eu acho que'

Não fale que o conhece se o esquece em cada esquina

Não fale que o encontra nas suas ondas de fé e não na palavra...Não fale - Os arrais
Escrito por Mariane Paco 0 comentários
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014



Boa tarde a todos vocês, nesta sexta-feira abençoada e bela como nunca pudemos contemplar antes! Neste dia gostaria de dar uma pausa nos assuntos densos e pesados que procuramos tratar aqui nesta coluna de modo a tentar lançar luz em lugares escuros de nossas almas, respondendo a questões difíceis da maneira mais direta possível. Esta é a nossa proposta com esta coluna.

Hoje gostaria de contar um pouco da experiência que tenho vivido nos últimos doze dias desde que pude ouvir o choro de um "serzinho" de 3,060 kg e 49 cm de altura e desde este momento, pude ter certeza de que minha vida não seria nunca mais aquilo que tinha sido até então.

Eu e minha amada Meiry somos casados a quase 11 anos e de certa forma nos preparamos para esta experiência, porém nenhum curso, leitura ou estudo poderia mostrar ou descrever a magnitude de se ter uma criança totalmente indefesa em seus braços, totalmente dependente de você para comer, se aquecer ou ser limpa. A partir da chegada de nosso filho Joshua, nossa vida mudou radicalmente de perspectiva, pois agora não pensamos mais em nosso bem estar, mas sim no dele.

De maneira instantânea, pude entender o que anos de estudos de teologia não puderam me ensinar: a lógica ilógica do Amor de Deus por nós. Diante de Deus somos como crianças que são extremamente dependentes Dele e de Seu amor e cuidado para sobrevivermos, nos sentirmos seguros, limpos e alimentados. Porém após um tempo especial o qual costumamos chamar de "primeiro amor", esfriamos e nos tornamos independentes e queremos andar com nossas próprias pernas sem a ajuda de nosso Pai amoroso. O resultado? Ainda não somos capazes de nos mantermos sozinhos, então começamos a definhar, pois não conseguimos nos alimentar espiritualmente, pois assim como o leite materno é produzido e transmitido através da intimidade entre a mãe e o bebê, nossa intimidade com Deus é a chave que abre o Reino de Deus sobre nossas vidas. Também não somos capazes de nos limparmos sozinhos, então começamos a perder nosso caráter e a santidade que nos mantinham limpos todas as vezes que pecávamos, o Senhor vinha ao nosso coração arrependido e lançava fora toda a nossa dor e desgosto. 

O primeiro amor só deixa de ser o primeiro quando é substituído por outros amores que não o Senhor, então estamos em tempo de buscá-Lo e colocá-Lo no Seu lugar de honra em nossos corações. Que possamos voltar a crer e confiar como um bebê que confia no amor de seus pais para protegê-lo de todos os males e problemas que possa enfrentar. Que nosso crescimento seja saudável e que cada adversidade possa nos levar para mais perto de Deus.

A oportunidade de ser pai e mãe é uma responsabilidade enorme dada por Deus para que possamos preparar a próxima geração que nos substituirá no futuro. Por esta razão, tome muito cuidado com seus relacionamentos amorosos e namoros que não tenham o matrimônio como objetivo, pois a vida de nossos filhos é nossa responsabilidade. Antes de se entregar ao primeiro ou primeira aventura, pense nas consequências eternas e nas terrenas... As consequências acompanharão você por toda a sua vida!

Para concluir, uma imagem de minha inspiração para a coluna de hoje!


Escrito por Eduardo Medeiros 0 comentários
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